6 curiosidades sobre o mosquito da Dengue

16 agosto 2017
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O vetor Aedes aegypti é um dos insetos mais estudados pela ciência, principalmente por conta do seu potencial nocivo. Os estudos científicos inclusive têm sido muito criativos na tentativa de erradicar as populações de mosquitos. Uma das estratégias mais modernas foi idealizada por uma empresa britânica: a produção de mosquitos geneticamente modificados. Na cidade de Piracicaba, mosquitos machos de DNA alterado foram utilizados para frear o número alarmante de casos na cidade. Os mosquitos fecundam as fêmeas e estas produzem um ovo infértil, o que impossibilita o crescimento dos insetos.

Além dessa interessante aplicação do conhecimento científico, o mosquito Aedes aegypti está cercado de curiosidades. No post de hoje, vamos falar de 6 fatos muito interessantes sobre essa praga.

Origem e chegada no Brasil  

O nome científico já dá a dica: o popular “mosquito da dengue” originou-se no Egito e se espalhou a partir da costa leste africana. Costuma-se dizer que o inseto chegou ao Brasil em navios negreiros. Ainda sobre o nome, o “Aedes”, do latim, significa “odioso”, o que sugere que o mosquito tem sido um fardo desde tempos remotos. Curiosamente, esse inseto teria sido erradicado durante a Era Vargas, mas voltou com a industrialização e o consequente aumento de logradouros.

Características físicas

Observe a figura abaixo. Ela nos ajuda a identificar o Aedes aegypti. O seu tamanho se situa entre 0,5 e 1 cm. Em relação à cor, são pretos ou marrons com riscos brancos característicos, que podem ser vistos a olho nu. Têm ainda 4 asas ao todo e 6 patas.

Reprodução

Com somente uma cópula, as fêmeas já são capazes de se reproduzir. Isso acontece porque elas carregam consigo uma bolsa de esperma. Depois da cópula, as fêmeas precisam se alimentar de sangue para que os ovos se desenvolvam. É por isso que somente as fêmeas picam os humanos. Após 3 dias, as fêmeas desovam em água parada limpa. Durante toda a sua vida, um mosquito fêmea pode gerar 1500 mosquitos.

Expectativa de vida

O ciclo de vida do Aedes aegypti é constituído por 4 fases: ovo, larva, pupa e mosquito adulto. O mosquito se desenvolve em 10 dias, a partir de sua saída do ovo, passando pela fase larval. Quanto mais quente o ambiente, mais rápido acontece a maturação.

O tempo médio de vida do mosquito é de 30 dias e a fêmea pode viver até 45 dias.

Doenças transmitidas

São ao todo 4 doenças que o Aedes aegypti transmite: a dengue, a febre amarela, a zika e a chikungunya. Todas elas são transmitidas exatamente da mesma forma. Primeiro, o mosquito fêmea pica alguém já infectado por uma dessas doenças. Em seguida, pica uma outra pessoa saudável repassando o vírus para ela. Os sintomas são relativamente parecidos, mas têm diferenças importantes. Mal-estar e dor de cabeça são comuns a todas. Dor atrás dos olhos e nas articulações costumam ser sinal de dengue. Coceira e manchas vermelhas na pele são mais associadas à zika. A chikungunya costuma aparecer com fortes dores nas articulações. E a febre amarela inclui dores musculares, inclusive nas costas.

Quantidade de pessoas infectadas

Quantas pessoas uma fêmea pode infectar dentro do seu ciclo de vida? Como já dissemos, o mosquito faz a hematofagia, ou seja, o processo de se alimentar de sangue, para promover o desenvolvimento dos ovos. Em geral, a cada lote de ovos que produz, os mosquitos picam somente uma só pessoa. No entanto, segundo a FIOCRUZ, o Aedes aegypti tem uma peculiaridade: ele consegue picar mais de uma pessoa durante a produção de um mesmo lote. Levando em conta o seu período médio de vida, o mosquito pode contaminar até 300 pessoas.

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